Hatha Yoga

9 de dezembro de 2016

Conceitos Básicos

Como já falamos Yoga significa União. União entre o corpo físico, seus sistemas e estruturas, o corpo mental, seus sistemas e estruturas e o corpo essencial.

O Hatha Yoga, que é do que vamos falar aqui, tem por finalidade o aprimoramento e o perfeito domínio do corpo físico, através de uma prática constante e natural. Sua prática é semelhante a ginástica, pois nela pratica-se asanas ou posturas físicas que alongam, flexibilizam, tonificam e fortalecem os músculos, tecidos, órgãos, ossos, glândulas, etc…, mas, não é só isso, além dos asanas, praticamos os exercícios respiratórios ou pranayamas, o relaxamento, a concentração, e a meditação.




Abaixo vamos expor um pouco mais sobre Hatha Yoga e suas práticas para lhe mostrar que não é nenhum bicho de sete cabeças, mas sim algo simples e harmonioso.

Um dos objetivos do Hatha Yoga é o aperfeiçoamento do corpo e da mente, e a utilização equilibrada das imensas potencialidades adormecidas que temos em nós, e que muitas vezes não temos consciência.

ASANAS – POSTURAS FÍSICAS
Os movimentos no Hatha Yóga devem ser lentos, sem impulsos, arrancadas ou paradas bruscas, mas sim, com suavidade interna, deixando aflorar de dentro de si o ritmo, a harmonia e a melodia interna.

O praticante se move de uma postura para a outra, concentrando a mente em todos os músculos, que se distendem ou se contraem, nas vísceras, que são massageadas, na respiração. As outras partes do corpo estão envolvidas na prática. São movimentos graciosos, lentos, precisos e conscientes. São posturas (exercícios físicos) que alongam, tonificam, flexibilizam e fortalecem os músculos.

O Hatha Yóga não serve apenas para jovens ou para atletas, não é algo que consome suas energias, pelo contrário ajuda a captar e acumular energias.

Praticando Hatha Yóga, não importando qual seja a sua profissão, sexo, raça, credo religioso ou idade, você terá maior rendimento com menos desgaste.

O homem normal, em suas ocupações diárias, comendo, bebendo, andando, trabalhando, repousado, falando, se divertindo, produz um ciclo reduzido de movimentos, assumindo na maioria das vezes uma má postura da coluna vertebral, o que ocasiona as dores nas costas, o enfraquecimento da musculatura de sustentação da coluna e das costas.

Os asanas mexem com esses músculos, com as articulações, e órgãos que raramente se movimentam. Desta prática resultam várias sensações de bem estar, soltura, destensionamento muscular e descontração.

Agindo sobre os músculos, nervos, aprimorando o funcionamento dos aparelhos respiratório, urinário, excretório, cardio-vascular, melhorando e equilibrando o funcionamento dos órgãos, das glândulas endócrinas, os asanas nos oferecem saúde e vitalidade.

PRANAYAMA – EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS
Para os ocidentais a respiração é tão somente um fenômeno fisiológico, através do qual o organismo capta oxigênio do ar, e com ele efetua as transformações químicas necessárias para que o sangue possa nutrir todas as células. Parar de respirar é sinônimo de morte.

Na visão Yogue, respirar, no entanto, é bem mais que algo fisiológico, é também psicológico e prânico (energético). A respiração é um dos atos mais importantes de nossa vida. No ocidente é muito “natural” ver as pessoas respirando pela boca, ou trabalhando uma respiração curta e fora de um ritmo harmonioso, o que ocasiona uma série de problemas ao indivíduo.

A respiração Yogue se dá através de três fases, inspiração, retenção e expiração. Entretanto, antes de tudo, devemos ter consciência e treinar as fases respiratórias, que são três também, procurando ativar a parte alta (região do peito) a parte mediana (região das costelas) e a parte baixa (região do diafragma/abdômen) dos seus pulmões.

A boa respiração deve ser nasal no Hatha Yóga, respire tão somente pelas narinas. O nariz não é apenas um elegante enfeite no meio do seu rosto, ele tem uma importância muito grande no ato respiratório. O nariz é um filtro contra as poeiras, tem ação bactericida em seu muco nos livrando de insidiosos invasores, aquece o ar antes de ele chegar aos pulmões, promove uma suficiente alimentação de ar em seus pulmões. Portanto, força! Eduque-se no sentido de respirar pelas narinas.

RELAXAMENTO
Relaxamento é o estado oposto à tensão. O interessante, é que notamos muitas vezes que o estado de tensão faz parte de nossas vidas. Estamos tensos com algum fato o dia todo, sete dias na semana. Hoje, é comum os médicos receitarem ao invés de comprimidos e injeções, o relaxamento. Desligam-se os músculos e os nervos, aprende a relaxar. Quantas vezes ao sair de férias, demoramos alguns dias até nos acostumar com a idéia de não ter que ir ao escritório, poder descansar… O estresse causado pela vida moderna, nos leva a cada dia a procura de novos caminhos para uma vida mais estruturada, tranqüila, saudável e feliz.

Devemos relaxar, antes, durante e depois de uma aula de Hatha Yóga. O repouso restaura a respiração normal, fazendo com que sua prática prossiga com o corpo a respiração e a mente funcionando juntas. É através do relaxamento que podemos trabalhar a concentração na respiração consciente, fazer a união entre o corpo, os estados emocionais e a respiração. Depois de um dia fatigante, nada melhor do que o relaxamento para descontraí-lo. Corpo e mente estão intimamente ligados, uma tensão mental pode causar uma tensão física.

MEDITAÇÃO
Sabemos que a Meditação age sobre a mente assim como os exercícios físicos agem sobre os músculos.

Na meditação, procuramos focar a mente, silenciar um pouco o turbilhão de pensamentos, a falta de concentração, a perda de memória, confusão mental.

Diferentemente das faculdades sensoriais que levam informações exteriores (visuais, auditivas, táteis) até o cérebro, a mente se encarrega de processar todas essas informações, decodificando-as e classificando-as de forma diferente em cada cérebro individual.

A utilização criativa da mente acontece através do treinamento da mente, com exercícios de respiração, relaxamento e meditação aplicados juntamente com Yóga (posturas).

O pensamento criativo não se expressa de acordo com a lógica dominante. Assim, quanto mais utilizarmos essa maneira de olhar para as coisas comuns e aparentemente imutáveis, mais conseguiremos renovar antigos conceitos dando-lhes novo sentido. Ao invés de repetir um modelo de solução de problemas por que não ficar a vontade para descobrir novas soluções.

As virtudes da prática da meditação como auxílio ao autoconhecimento são inegáveis. Por meio do autoconhecimento podemos identificar nossos pontos vulneráveis e mudá-los, transformá-los. Os reflexos da nossa nova atitude mental, então, não tardarão a surtir efeito sobre o corpo físico, não raro chegando mesmo a curarem, por si só, diversos males agudos ou crônicos.